As Crônicas da Noite

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As Crônicas da Noite

Mensagem  Caio Caló em Dom Set 23, 2007 3:34 pm

Prólogo

Um vulto feminino saiu correndo pelas ruas escuras, seus passos rápidos ecoavam na madrugada amena de Sibiu, uma cidade histórica da Romênia (http://www.vilakostkaitaici.org.br/fotos/Sibiu.jpg). Em outras ocasiões ela teria apreciado muito esse passeio noturno na companhia ‘dele’, mas agora ela só pensava em fugir e salvar as filhas.

“Onde ele está? Será que desistiu?”, mesmo com essa pequena sombra de esperança, aumentou o ritmo para fugir rapidamente daquelas ruas desertas. No céu a lua cheia enchia o ambiente com sua luz prateada, iluminando os telhados e as pedras do calçamento. Se não estivesse em plena fuga desesperada, seus olhos brilhariam de prazer ante aquela cena, como acontecera tantas vezes no passado, quando eles se encotravam.

Mas ela não via nada, seu pensamento era focado apenas nas filhas, tão indefesas e sozinhas, ‘ele’ as mataria se ela não fizesse algo, não havia mais ninguém para defendê-las. “Por que ele está fazendo isso comigo? Por que agora, depois de tantos anos?”. Hellene Peset não sabia as respostas, não tinha a mínima idéia do que estava acontecendo. Saíra de casa pensando que aquela seria a noite mais feliz de sua vida, no entanto, só encontrara tragédia e desgraça nas ruas da cidade onde vivera os últimos oito anos.



Ela se empenhara tanto para que eles vivessem felizes, que tudo ficasse bem, para que as diferenças entre todos eles fossem esquecidas. Mas depois de todos aqueles anos, ‘ele’ simplesmente se revelara um assassino frio e cruel, como a haviam advertido que ele o era. “Teimosa, se tivesse ouvido o que diziam dele...”. Os pensamentos dela foram interrompidos, pois ao virar a esquina esbarrou em alguém que a aguardava ali.

Com a força do encontro, ela caiu sentada no chão duro e úmido. Erguendo os olhos encarou seu perseguidor. “Oh, não...”, ela pensou, empalidecendo ante a expressão terrível em sua face iluminada pela lua.

“A lua!”, como fora tola, ela esquecera totalmente de quem ela era. De quem fora, mais precisamente. Tantos anos sem praticar os ritos deixaram-na despreparada, com a guarda sempre baixa. Ficou de pé, apesar dos olhos estarem cheios de lágrimas sua expressão era cheia de calma e determinação. Soube que seu fim seria ali, mas escolheu aceitar seu destino para que o poder do sangue dela derramado por aquele assassino, protegesse suas filhas.

O homem a encarava com um brilho maligno e satisfeito, mas ela não tentou fugir mais. Tentou lembrar dos rostos de suas filhas e sorriu. Ela morreria, mas iria garantir que elas vivessem, ele não as machucaria jamais. Fechando os olhos lembrou o ritual da lua que aprendera com a mãe e as tias quando era apenas uma menina. Assumindo total controle de seu corpo ela sentiu seu fluxo menstrual descer. Carregando-se da energia de sua feminilidade ela abriu os olhos.

O homem ficou sério, agora percebia o que ela estava fazendo, afinal ele a conhecera por toda a vida, sabia que ela era uma wiccan antes de se casar:

- Isso não funciona comigo, Hellenne, sua tola, parece que esqueceu o que eu sou!

- Hecathe, mãe, deusa cuja face repousa no brilho da lua cheia – ela não ouvia as palavras dele - Derramo todo meu sangue pela minha linhagem, que o esquecimento seja a salvação! – a voz dela era apenas um murmúrio.

O homem tentava avançar, mas parecia amedrontado, pois os olhos de Hellene ficaram prateados, como duas pequenas luas a encará-lo ameaçadoramente. Dessa vez foi ela quem sorriu satisfeita, seu feitiço havia sido lançado, se ele a atacasse, suas filhas estariam protegidas. Ela notou que uma estranha luminescência prateada os cercava, era um sinal de que a deusa viera abençoar o pedido dela.

- Não sei o que fez, mulher, mas de nada adiantou, só serviu mesmo para atiçar minha curiosidade – ele a encarou, esperando que ela dissesse algo sobre o que acabara de fazer.

Quando percebeu que ela nada diria, atacou-a impiedosamente. Durante todas as horas em que seu martírio durou, Hellene não emitiu som algum. O monstro em que aquele homem que ela amara tanto se transformara, destroçava o corpo dela, como se fosse feito de papel. Assim que se deu por satisfeito, ele se pôs de pé e começou a se limpar. Seria inútil, pois havia muito sangue dela em suas roupas. Tentou lembrar de algo que ainda deveria fazer naquela noite, pareceu-lhe que havia mais pessoas que ele deveria matar, mas não foi capaz de se lembrar de quem. A lua já sumira e o céu começava a ficar claro, lembrando-o de que tinha de partir e se limpar rápido, antes que alguém o visse. Depois tentaria se lembrar de seu outro ‘compromisso’ daquela noite.

Enquanto ele sumia numa curva mais adiante, uma mulher vestindo uma jaqueta leve, saiu do beco onde presenciara o ataque e assassinato de Hellene. Ela andou até o cadáver de sua ex melhor amiga e coletou um pouco de seu sangue num frasco de vidro que trazia consigo. Saiu andando calma e friamente pela rua em direção ao seu carro que estava estacionado alguns metros dali, numa rua transversal.

Apesar de conhecer Hellene por toda a sua vida, ela não parecia nem um pouco triste com a morte horrível que ela sofrera. Pelo contrário, exibia um sorriso de pura satisfação quando entrou no carro e começou a discar no celular. O nome que aparecia na agenda era G. Comaniciu. Ela falou em inglês quando atenderam do outro lado.

- Grace? Aqui é Bruna, estou ligando da Romênia. Ótimo, você vai ficar feliz em saber que o plano começou a ser posto em prática e quanto as duas pequenas, não se preocupe, ela mesma deu um jeito de impedí-lo de atacar as duas. – ela ouvia o que a mulher lhe dizia – Tenho certeza sim, eu vi tudo. Estou levando o frasco com a amostra para casa – novamente ela ouvia, como se estivesse recebendo instruções – Sim, volto para o Brasil ainda hoje. Meu vôo é daqui a algumas horas, irei direto para o aeroporto internacional daqui de Sibiu.

Desligando o celular, ela deu a partida no carro. Estava exultante e se sentindo extremamente satisfeita. Ela agora tinha certeza que todos seus objetivos seriam realizados, tudo que ela ambicionava seria seu. Do outro lado da linha, Grace Elly Comaniciu também estava satisfeita. Estavam agora em seu apartamento, em Londres, onde aguardavam a chegada de Mr. Serenne, do Conselho. Seus irmãos estavam ali, Gabriel e Ivan, que agora a olhavam ansiosos.

- E então? – Ivan perguntou num português fortemente carregado de sotaque. Estavam praticando a língua já há alguns meses.

- Está feito, começou enfim – ela respondeu no mesmo português com sotaque britânico carregado – Demorou um pouco mais do prevíamos, mas ele a matou há poucas horas.

- E as meninas, elas correm perigo?

- Não, a própria Hellene foi capaz de protegê-las afinal.

- Perfeito, agora é questão de tempo até ele voltar... – Uma batida na porta interrompeu Gabriel, o visitante chegara.

Na mansão antiga dos Peset, em Sibiu, Jéssica acordou gritando em pânico. Acabara de ter o pior pesadelo de sua vida, um sonho horrível e cruel. Começou a chorar, encobrindo a boca com o travesseiro para que ninguém a ouvisse. Tremeu intensamente por alguns segundos e quando conseguiu se controlar se levantou. Começou a andar em direção à porta quando esta se abriu e Bianca, sua irmã, entrou chorando também. Sem dizer nada se atirou nos braços da irmã.

- Não fique assim, foi só um sonho, Bia, só um sonho ruim.

- Jés, você sabe muito bem que não foi um sonho, nossa mãe... – ela não conseguiu continuar e Jéssica sentiu todo o impacto da dor daquela perda. As duas se abraçaram por muito tempo até que Bianca perguntou – E papai, será que ele sabe também?

- Não sei – Jéssica se concentrou, aguçando seus sentidos ela podia ouvir quaisquer sons ou movimentos na casa, inclusive a mais leve das respirações. – Ele não está aqui, deve ter saído, mas ele sabe que essa é a primeira lua cheia do mês!

- Isso é muito estranho, papai nunca sumiu assim nessas noites “especiais” – ela disse a última palavra com amargura. As noites de lua cheia, em especial a primeira lua cheia do mês, significavam um dia todo, às vezes dois, trancadas em casa, sem poder sair e se encontrar com os poucos amigos que lhes era permitido fazer.

- O que está havendo aqui? – o primo Yago entrou no quarto, ainda usava o horrível pijama que o pai delas lhe emprestara e estava com os cabelos muito desarrumados. Jéssica teria rido muito dele em qualquer outra situação, mas naquele amanhecer, ela e a irmã apenas abraçaram o primo, chorando muito, enquanto ele pedia em romeno o que acontecera afinal de contas.
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Re: As Crônicas da Noite

Mensagem  Caio Caló em Dom Set 23, 2007 3:46 pm

Continuando...

Título: As Crônicas da Noite
Livro 1 - A Geração X e a Irmandade de Sangue

Parte Um - O retorno dos filhos pródigos

Capítulo Um

MT e Vikky discutiam pela enésima vez quem deveria lavar os pratos, quando a mãe lhes informou que Lucas estava ao telefone. Vikky correu para atender o fone primeiro, por isso estava quase sem fôlego quando encostou o aparelho no ouvido.

- LL, noooooooooossa, estava doida para falar com você! – o irmão também chegou e tentava tirar o telefone dela – Sai daqui sua ameba cabeluda! – ela deu uns tapas nas mãos dele para afastá-las - É o Marco, esse chato do teu namorado!

- Hey!!! Mãe, a Vikky está fazendo aquelas piadas sem graça de novo! – a mãe nem respondeu, estava entretida vendo a novela, tentando imaginar quem matara a vilã da história.

- É, isso mesmo, ele é assim mesmo – Vikky e provocava o irmão que estava vermelho e parecia estar prestes a agredí-la – Mas assim, voltando ao assunto, sabia que ele voltou! Ele, seu bobo, o Ton – podia-se ouvir um ‘oba’ do outro lado da linha – Minha mãe falou que ele chegou ontem da Europa, junto com aquela perua mal amada da Bruneca Pentelha – ela riu do comentário que ele fez do outro lado da linha – Claro, amanhã vamos lá sim, só espero que ela tenha saído para fazer as unhas ou pintar os pêlos púbicos, detestaria ter que passar a tarde com aquela esnobe – passando o fone para o irmão ela disse – Ele quer falar com você, sabe, para vocês combinarem o casamento – saiu correndo enquanto o irmão atirava nela as frutas de cera da mãe.

- E aê! Tudo beleza “mermão”? – MT riu do comentário de Lucas, da cozinha Vikky o chamava de algo feio. Ignorando a irmã, continuou - A Vikky Ikky já te contou que o Ton voltou, mas o que ela não disse é que ele trouxe caixas e mais caixas de coisas - os olhos de MT brilhavam – Ah, sei lá, coisas oras bolas, eu os vi descarregando, mas não dava para dizer o que era. Imagine o tipo de ‘material’ legal que ele deve ter comprado nas “Orópia”. Então ta, mano, amanhã a gente se fala.

Ele voltou à cozinha e retomou a discussão com a irmã sobre quem lavaria os pratos naquela noite. No final eles berravam tanto que a mãe veio até a cozinha e ameaçou contar ao pai deles se eles não parassem a discussão idiota e a deixassem ver a novela em paz.

- Nossa mãe, daqui a alguns dias, vai perder a noção da realidade de tanto ver novela.

- Ela já perdeu a noção da realidade quando resolveu ter um idiota como segundo filho – Vikky era um ano e meio mais velha que MT, mas se considerava infinitamente mais esperta que ele.

MT encheu a mão com a água suja da pia e jogou nos cabelos dela, sabia que ela acabara de lavá-los. Olhando-o calmamente ela pegou o frasco de detergente e prendendo os pés dele, conseguiu derrubá-lo. Quando ele estava no chão ela começou e jogar detergente dentro da boca dele. Só parou quando ouviu a mãe voltando para a cozinha.

- Vou contar tudo...

- Conte, bebezão – ela riu e imitou o choro de um neném.

Quando a mãe entrou na cozinha percebeu que os dois haviam brigado, mas nem falou nada. Eles brigavam feito cão e gato, mas se ela erguesse a mão contra qualquer um dos dois, o outro virava uma fera e a enfrentava. Os dois tinham uma espécie de código entre eles, apenas um podia maltratar o outro. Pegando algumas bolachas, ela os olhou mais uma vez e voltou para sua novela.

- Nossa mãe, daqui a alguns dias, vai perder a noção da realidade de tanto ver novela. – Vikky repetia a mesma frase que MT dissera agora a pouco, sabia que ele odiava isso.

Na casa ao lado, as amigas deles, Alissa e Thaise dos Santos, já haviam terminado suas tarefas domésticas e agora ambas falavam com Lucas ao telefone. A “tele-conferência” deles mesmo começara.

- Essas férias iam ser muito chatas se vocês não ficassem aqui também – elas riram do comentário dele, cada uma em sua extensão do telefone. – Pena que tenha essa briga chata... – ela ouviu um “corte” do rapaz do outro lado da linha.

Isso a fez parar de falar, ambas ficaram tristes por Lucas não querer falar sobre os “Alpinistas Horizontais”, o antigo grupo deles.

Os amigos estavam juntos há tanto tempo que nem lembravam mais de suas vidas antes de conhecê-los. Há alguns meses, depois das brigas, haviam criado um novo clubinho. Eles agora não se reuniam na bonita casa da árvore no quintal dos Pedrini, mas sim numa espécie de paiol, que o pai de Lucas ajeitara e reformara para ser a sede da “Geração X – Caçadores de Monstros e Aberrações Sobrenaturais”. Eles fundaram esse clube depois da briga que houve entre Lucas, MT e Vikky, e os irmãos Pedrini, Mike e Marina. Thaise e Alissa acabaram seguindo o grupo de Lucas, mas ambas não queriam que a briga continuasse, adoravam os outros dois e sentiam falta de Marina principalmente.

- Você não vai entrar no MSN hoje também? Não! Pois é, Vikky e MT também estão de castigo, não sobrou ninguém nesta cidade para falar on line – Alissa também escovava os longos cabelos acobreados e lisos.

Ela e a irmã eram muito diferentes, física e mentalmente, somente na altura elas eram muito semelhantes. Thaise era castanha clara, de olhos amendoados e redondos, com a pele sempre bronzeada. Alissa era mais clara de pele e tinha belos olhos verdes escuros. Ambas eram muito bonitas, o que dava muito trabalho aos pais delas devido ao imenso número de admiradores que as visitava.

- O Ton voltou! Ah, eu não sabia! – Thaise deu gritinhos de felicidade, enquanto Alissa apenas sorriu da novidade que Lucas contava. Não era tão passional quanto a irmã, preferia sempre manter um ar mais calmo e misterioso – Amanhã, na reunião da GX nós combinamos quando ir visitá-lo, acho que devemos esperar mais uns dias, para dar tempo de ele se ajeitar.

- Ele deve ter muitas histórias para contar da Europa... O que?! Ele ficou noivo daquela perua megera? – Alissa não acreditava que um sujeito tão legal (e bonitão) quanto Ton tivesse ficado noivo de uma megera feia e sem graça quanto Bruna.

(na verdade Bruna era uma beldade, mas Alissa sentia uma paixonite por Ton, que era bem mais velho que ela e nem tomava conhecimento disso).

Lucas ficou ouvindo na meia hora seguinte, todas as fofocas que contavam de Bruna de Boher e de sua família decadente, mas que não perdia jamais a pose. No passado, Bruna fora noiva de outro, um ricaço europeu de nome Robert Peset. Era um romeno, filho de uma brasileira, que fora viver ali em Presidente Getúlio, por alguns anos no passado. Porém ele a trocara pela melhor amiga de Bruna, a tia de Lucas, Hellene Marie Poffo, uma das mulheres mais lindas do mundo, segundo as histórias do pai dele.

Lucas jamais conhecera essa tia, pois quando nascera ela já vivia no exterior. O motivo de nunca visitar esses parentes, fora porque ela era irmã de sua mãe e quando os pais dele se separaram, a mãe não quis ficar com ele. Ela dissera-lhe que casara muito jovem e que precisava viver um pouco apenas por si mesma. Alguns dias depois ela partiu, deixando-lhe somente uma carta que Lucas jamais abriu. Fora uma época difícil e ele jamais falava da mãe, nem com os amigos. Nesses anos todos só conversou com ela duas vezes, em nenhuma ela demonstrou estar arrependida de ter abandonado o filho.

Ela ainda tentava manter contato com ele através de ampla correspondência. Suas cartas, porém, eram jogadas fora sem serem abertas e seus e-mails apagados sem ser lidos. A mágoa dele aumentara mais ainda quando descobrira pelo pai que ela ia casar novamente e tivera a pretensão de convidá-lo para a cerimônia. Desde lá ele pedira ao pai que nunca mais tocasse no nome dela, Samantha Poffo Velazquez.

Ao desligar o telefone ele ainda pensava nessas coisas, mas se esforçou para esquecer tudo quando dona Brenda, sua madrasta, entrava em seu quarto carregando uma bandeja com seu jantar. Lucas não descera pois estava de castigo no quarto, deveria ficar sem jantar e sem computador também, mas dona Brenda jamais permitiria que alguém fosse para a cama com fome na casa dela.

Piscando matreiramente, ela saiu sem dizer uma palavra.

Percebendo que estava varado da fome, Lucas atacou a bandeja vorazmente. Seu castigo duraria ainda alguns dias, mas ele não estava arrependido, divertira-se muito atazanando Frau Bayer, uma velhota muito chata que morava no fim da rua e que os constrangera na frente de todos. Eles descobriram que no passado ela fora cabeleireira e que ainda tinha muitos produtos em casa.

MT e ele não precisaram de mais nada para traçar um plano de se vingar da velha, que os acusara (e eles foram punidos) injustamente de molestar o cachorro dela. Se ela pensava que haviam sido eles que “atacaram” o pobre Rex, eles então atacariam o pobre Rex. Na manhã seguinte o berro dela foi ouvido por toda a rua, e quando foram verificar o motivo, se depararam com um cachorro com pêlos cor-de-rosa pelo corpo todo e vermelhos na cabeça e orelhas. Lucas foi obrigado a rir de novo ao lembrar do estranho poodle que as vezes aparecia no portão deles.

Na mesma rua onde moravam Lucas e as irmãs, morava também a família Pedrini. Mike e Marina se sentiam incrivelmente solitários nas últimas semanas e sabiam que ficaria pior ainda agora que as aulas terminaram. Por causa do trabalho, os pais cancelaram a viagem de férias que fariam em janeiro e por isso a família toda ficaria em Presidente Getúlio durante o verão. O pai ainda acenara com a esperança de irem à praia nos finais de semana, mas ainda assim eles teriam de ficar ali o resto do tempo, praticamente isolados por causa da briga do irmão com Lucas.

- A Lil está on no MSN, acha que eu devo falar com ela? – Marina tentou parecer estar sem muita vontade, mas na verdade estava com muitas saudades da ex (?) melhor amiga.

- Você é quem sabe – ele não queria começar uma conversa sobre aquele assunto novamente.

Marina olhou para seu irmão gêmeo cheia de dúvidas e com um pouco de raiva. As vezes o achava um idiota teimoso, mas não tinha coragem de deixá-lo sozinho, era a única amiga que falava com ele ultimamente.
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Boas vindas

Mensagem  Admin em Seg Set 24, 2007 2:09 am

Olá... Seja bem-vindo .

Textos muito bons.

Que tal se apresentar para o pessoal?

Dica: Postar uma parte de cada vez. Uma, a cada semana.
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Re: As Crônicas da Noite

Mensagem  HOMER em Seg Set 24, 2007 2:30 am

Caraca! Tá bom demais

E aí, bem vindo cara.
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Re: As Crônicas da Noite

Mensagem  natáliadiasferraz em Dom Dez 02, 2007 11:34 pm

amei,muito viu caio espero que continue assim com esses textos lindo adorei muito enfim amei bjuss...;
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Re: As Crônicas da Noite

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